República Democrática do Congo

Região
África Central

Capital
Kinshasa

Extensão Territorial
2.344.860 Km²

Idioma
Francês

Idiomas Adicionais

População Total
67.757.577 habitantes

Fonte População
Indicators on Population. In United Nations Statistics Division. Demographic and Social Statistics. Statistical Products and Databases. Social Indicators, 2011.

Total PIB
13.230 milhões de US$

Total PIB
Indicators on Population. In United Nations Statistics Division. Demographic and Social Statistics. Statistical Products and Databases. Social Indicators, 2011.

Moeda
Franco Congolês

Histórico
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO - Terceiro maior país em extensão no continente africano. Tem um pequeno litoral no Atlântico, e é limitado ao norte com a República Centro-Africana, a leste com Uganda, Ruanda, Burundi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, ao sul com Angola e a oeste com o enclave angolano de Cabinda e com o Congo. Também é conhecido como Congo Kinshasa para diferenciar do vizinho Congo (ou Congo-Brazzavile), tendo sido, também anteriormente conhecido como Zaire. Não se sabe exatamente a origem do topônimo do país, a não ser que no dialeto local, kongo, significa "dívida" ou "devedor" ou ainda "tributário". Já a palavra zaire é derivada do vocábulo Mzaire, do dialeto local, que significa "rio", por conta do Rio Congo. O Reino do Congo foi fundado por bantos da África Oriental e por povos ribeirinhos do Nilo, entre meados e fins do Século XIV. Diz a tradição oral ter sido fundado por Nimi a Lukeni, manikongo ("senhor do Congo", em dialeto local), rei por autoridade divina, segundo os nativos. Este antigo reino era dividido em seis províncias, governadas por chefes designados pelo rei. Em 1482, o navegador português Diogo Cão avistou a foz do Rio Congo e estabeleceu relações amistosas com o manikongo. Em 1489, uma embaixada congolesa foi enviada a Lisboa e, no ano seguinte, pedreiros e artesãos portugueses foram enviados à capital do reino (que se localizava onde hoje é o enclave de Cabinda) para construir em pedra novas edificações. No ano de 1491, missionários lusitanos conseguiram converter o manikongo Nzinga Nkuwu, batizando-o com o nome de João I. O rei tentou, então, converter os súditos, mas foi rechaçado e teve inclusive que renegar publicamente a nova fé. Todavia, seu filho foi batizado como Afonso I e o sucedeu no trono, em 1507. Este conseguiu introduzir hábitos europeus em seu reino e até mesmo construiu igrejas na capital, cujo nome ele mudou para São Salvador. Seu filho foi enviado a Liboa, e se sagrou bispo de Útica, em 1521. Mesmo com a conversão, os reis ou manikongos se tornaram fornecedores de escravos para traficantes portugueses. As relações entre os dois reinos só azedaram quando Afonso I tentou se relacionar diretamente com o Vaticano, sem a tutela da igreja portuguesa. No Século XVI, Angola ganhou a preferência de Lisboa nas relações comerciais. Mas deste Século até o XIX, o Congo foi a grande reserva de escravos levados para o continente americano. De 1840 a 1872, o missionário britânico David Livingstone fez várias expedições à África Central, tendo inclusive estado em território congolês. Em 1871, o explorador Henry Molton Stanley juntou-se a ele e completou o reconhecimento da bacia do Congo. Em 1878, Stanley fundou entrepostos comerciais no Rio Congo, por ordem do rei belga Leopoldo II. Na Conferência de Berlim, em 1885, que dividiu a África entre as potências européias, Leopoldo II recebeu o território como propriedade pessoal. Em 1908, o Estado Livre do Congo deixou de ser propriedade da Coroa e tornou-se colônia da Bélgica, com o nome de Congo Belga. A administração belga modernizou a economia do país, embora tenha expropriado as terras dos bantos, entregando-as às empresas de capital internacional. O movimento nacionalista teve início após a II Guerra Mundial, especialmente nos anos de 1950, sob liderança de Patrice Lumumba. Em 30 de junho de 1960, o Congo tornou-se independente com o nome de República do Congo - em 1964 seria acrescentado o adjetivo "democrática". Lumumba assumiu como primeiro-ministro e Joseph Kasavubu, a Presidência. Meses depois, o presidente, tentando dar um golpe de Estado, demitiu o primeiro-ministro, prendeu-o e o transferiu para Katanga, onde foi assassinado por mercenários belgas. Desde então, uma série de convulsões políticas, rebeliões e guerras civis, motivadas pela disputa de poder, passaram a assolar o país. Em 1967, com a eleição de Joseph-Desiré Mobuto, o país alcançou uma breve estabilidade política. Mobuto mudou o nome do país para Zaire, nacionalizou as minas de cobre e estreitou relações com os EUA, que lhe deram suporte nas rebeliões internas que se desenrolavam no interior congolês. Mobutu permaneceu na presidência por 30 anos, governando com mão forte e acumulando uma vasta riqueza estimada em quatro bilhões de dólares. Morreu em 1997 e o novo governo rebatizou o país com o nome de República Democrática do Congo, anunciando várias reformas políticas e econômicas. Atualmente, está na presidência Joseph Kabila, com Adolphe Muzito como primeiro-ministro.

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