República Centro-Africana

Região
África Central

Capital
Bangui

Extensão Territorial
622.980 Km²

Idioma
Francês

Idiomas Adicionais

População Total
4.486.837 habitantes

Fonte População
Indicators on Population. In United Nations Statistics Division. Demographic and Social Statistics. Statistical Products and Databases. Social Indicators, 2011.

Total PIB
1.984 milhões de US$

Total PIB
Indicators on Population. In United Nations Statistics Division. Demographic and Social Statistics. Statistical Products and Databases. Social Indicators, 2011.

Moeda
Franco

Histórico
REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA - País da África Central, limitado ao norte pelo Chade, a leste pelo Sudão, ao sul pela República Democrática do Congo e pelo Congo e a oeste por Camarões. Ao tempo das colônias africanas, suas terras faziam parte do império Ubangui-Chari, que se ligou a países vizinhos, como Chade, Gabão e Congo. Como os demais reinos africanos, este sofreu com a presença européia, que submeteu a região a uma selvagem, insana e depredadora exploração de seus recursos durante a colonização. Interesses franceses assaltaram a região, explorando o marfim, a borracha, os diamantes. E com a instalação de latifúndios nas terras férteis, ali produziram café e algodão, utilizando mão-de-obra escrava. Companhias francesas chegaram a deter cerca de 70% das terras do país. Em 1908, a colônia foi batizada como Ubangui-Chari. Depois da II Guerra Mundial, a França, preocupada em se reconstruir e sem capitais para investir na colônia, começou a concessão gradativa de autonomia ao governo local, embora mantivesse a pesada arrecadação de impostos. Em 1949, Barthelemy Boganda, um filho da terra, fundou o Movimento de Evolução Social da África Negra - MESAN, com a intenção de lutar pela independência da colônia. O governo francês empreendeu várias manobras para desacreditar Boganda e o MESAN. Em 1958, tornou-se República dentro da Comunidade Francesa, alcançando a total independência em 1960. Um ano antes, Boganda morria em um suspeito e misterioso acidente aéreo. David Dacko assumiu a liderança do MESAN e se elegeu como primeiro presidente. Em 1965, foi derrubado por um golpe de Estado liderado por seu sobrinho, Jean Bedel Bokassa, muito ligado à França. Em 1972, torna-se presidente vitalício, depois marechal-de-campo e finalmente imperador Bokassa I. A cerimônia de coroação, acontecida em dezembro de 1977, teve um custo de 28 milhões de dólares, sendo financiada por França, Israel e África do Sul. No ano seguinte, Bokassa cede 30 mil quilômetros quadrados de terras com enormes jazidas de diamantes a Israel. Contrata mercenários e traficantes de armas como conselheiros. O clima de insatisfação popular levou à instabilidade política e, em 1979, ex-presidente Dacko, com a ajuda da França, que se voltou contra seu antigo protegido, liderou um golpe de Estado que derrubou Bokassa, que se exilou em Paris. A imprensa internacional assistiu, estarrecida, a abertura do palácio do ex-imperador, onde o alto luxo contrastava com a miséria do país. Foi descoberto, inclusive, carne humana nas geladeiras do ditador, sugerindo que ele praticasse canibalismo. Dacko restaurou a República, mas a corrupção e a forte repressão à população que havia ao tempo de Bokassa prosseguiram. Em setembro de 1981, o general Kolingba liderou um golpe de Estado e destitui Dacko. Cinco anos mais tarde, Kolingba foi eleito presidente. Em 1993, ocorreram eleições livres, vencidas no segundo turno por Ange-Félix Patassé, ex-primeiro-ministro de Bokassa. Atualmente, está na presidência François Bozizé, com Faustin-Archange Touadéra como primeiro-ministro.

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