Egito

Região
África do Norte

Capital
Cairo

Extensão Territorial
1.001.450 Km²

Idioma
Árabe

Idiomas Adicionais

População Total
82.536.770 habitantes

Fonte População
Indicators on Population. In United Nations Statistics Division. Demographic and Social Statistics. Statistical Products and Databases. Social Indicators, 2011.

Total PIB
215.272 milhões de US$

Total PIB
United Nations,United Nations Statistics Division, National Accounts Main Agregates Database,Basic Data Selection, New York, 2011.

Moeda
Libra Egípcia

Histórico
EGITO - País árabe localizado ao norte da África, tendo fronteiras ao norte com o Mediterrâneo; a leste, com a Faixa de Gaza, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e o Mar Vermelho; ao sul, com o Sudão e a oeste, com a Líbia. Seu nome em português provém do grego "Aígyptos", que por sua vez provem do egípcio "Há-K-Phtah" ("Morada de Phtah"). Todavia, o nome mais antigo do país é "Kemet" ("Terra negra"), por conta das terras escuras e férteis depositadas pelas baixas do rio Nilo. A história deste país é uma das mais antigas do mundo, datando sua ocupação humana desde o Paleolítico. Por volta de 8.000 a.C., tribos de agricultores se fixam no Vale do Nilo e dois mil anos depois iniciam uma civilização que floresceria por muitos séculos, alcançando apogeu e posteriormente declinando, sendo invadida por outros povos e até mesmo perdendo seus valores culturais, substituídos pela cultura do dominador. É possível se dizer que o Antigo Egito se desenvolveu como Estado soberano entre 3200 a.C. e 32 a.C., quando o Império Romano o assimilou. Os estudiosos costumam dividir a História Egípcia em vários períodos, desde o pré-dinástico e proto-dinástico, passando pela Época Tinita (de 3100 a.C. a 2700 a.C.), Antigo Império (até 2300 a.C.), três períodos intermediários (até 640 a.C.), Época Baixa (até 332 a.C.), até o Ptolomaico (entre o 332 a.C. e o 31 a.C.) e a Dominação Romana, quando efetivamente caiu em decadência. Entre estes, cabe destacar a Época Tinita, quando aconteceu a unificação, por volta de 3100 a.C., dos reinos Alto e Baixo Egito, e o período de apogeu no Império Antigo. Houve 31 dinastias governando o país até que Alexandre, o Grande, invadisse e anexasse o Egito aos seus domínios, iniciando a Dinastia Macedônica (entre 332 a.C. e 304 a.C.). Posteriormente, esta era sucedida pela Dinastia Ptolomaica (de 304 a.C. a 31 a.C.), da qual Cleópatra foi a última soberana. O Egito foi uma sociedade que cresceu de forma fortemente estratificada, com o faraó no topo da pirâmide, considerado como praticamente um deus. Logo abaixo, vinham sacerdotes, militares e escribas. Na faixa imediatamente abaixo, estavam artesãos, camponeses e pequenos comerciantes, com os escravos - pessoas capturadas nas guerras, que trabalhavam somente em troca de comida e água - na base. A economia do Antigo Egito era eminentemente agrícola, explorando a fertilidade das margens do Nilo, que, embora fossem áreas relativamente pequenas, conseguiam produzir enorme quantidade de alimentos, a ponto de serem consideradas como "os celeiros do Império Romano". Antes de serem dominadas, foram um ativo centro de relações econômicas, conseguindo alimentar toda a sua população e ainda exportavam o excedente. Construtores excepcionais, deixaram obras que atravessaram muitos séculos (pirâmides, templos, estátuas gigantescas). Os egípcios também desenvolveram a escrita, que permitiu transmitir ideias e aspectos de sua cultura através dos tempos. Houve dois tipos de escrita: a demótica - mais simples, utilizada cotidianamente - e a hieroglífica - bem mais complexa, formada por desenhos simbólicos e só decifrada no Século XIX. A religião cultuada pelos egípcios era politeísta, com vários deuses apresentando corpo parte humano, parte animal. Tinham o hábito de mumificarem seus mortos, por acreditarem na vida após a morte. Os sacerdotes faziam constantemente oferendas para garantirem boa safra e ajudar o Estado nas conquistas militares. Cada cidade tinha seu deus protetor, com suntuosos templos em seu louvor. A civilização egípcia sobressaiu à sua época especialmente na área científica. Desenvolveram a matemática, a medicina e até a astronomia. Durante o período em que esteve subjugada pela dominação greco-romana, a cidade de Alexandria tornou-se um dos maiores centros culturais da época, atraindo estudiosos e cientistas de todo o mundo conhecido. No ano de 642 d.C., O Egito foi conquistado pelos árabes, quando já não havia mais nem sombra do antigo esplendor. Os egípcios da época adotaram a religião muçulmana e a língua do invasor, mesclando-se com o povo árabe. Durante os três séculos seguintes, sob o governo de califas fatímidas, Cairo, a nova capital, tornou-se um dos mais brilhantes centros intelectuais do mundo islâmico, atraindo sábios e estudiosos de todas as partes. Entre os Séculos X e XV, por conta de sua privilegiada posição geográfica, o Egito tornou-se o centro do comércio entre o Mediterrâneo e a Ásia, com forte presença de mercadores venezianos e genoveses. Nem as Cruzadas conseguiram prejudicar a sólida presença comercial cairota. Com o fim das Cruzadas, havia fortes indícios de que o Egito consolidaria sua importância como capital cultural do antigo império árabe. Entretanto, o sultanato dos turcos otomanos começou a se expandir pelo Oriente Médio e sudeste da Europa. Depois de se apoderarem de Constantinopla, em 1453, o próximo alvo comercial seria o Egito, tomado aos árabes no início do Século XVI. Tal fato coincidiu com a descoberta de rotas comerciais marítimas para o Extremo Oriente passando pelo Cabo da Boa Esperança, o que contribuiu para enfraquecer ainda mais a importância econômica e estratégica do Egito, que não mais detinha o monopólio das rotas pelo Mar Vermelho. Durante os três séculos seguintes, o Egito otomano seria governado por líderes mamelucos, em nome do poder central turco. Em 1805, Mohammed Ali, um chefe militar albanês (a Turquia dominava a maior parte dos Bálcãs) tomou o poder de forma sangrenta aos mamelucos, estabelecendo um poder centralizado, ampliando, inclusive, a autonomia de Cairo em relação a Istambul. Todavia, seus sucessores não mantiveram a boa administração de Ali, e a situação econômica do Egito voltou a ficar crítica. Pressionado por dívidas, o governo egípcio teve de aceitar a interferência de representantes de economias fortes (leia-se Inglaterra e França), com marcante presença na região. Isto gerou forte reação nacionalista, que levou ao confronto militar com uma frota anglo-francesa. Em 1914, quando o Império Turco estava debilitado, o Egito tornou-se protetorado inglês e assim se manteve até 1922. Durante a II Guerra Mundial, o país foi utilizado como base militar britânica. Com o fim do conflito, veio mais um golpe que acirrou o sentimento anticolonialista na região: em 1948, criou-se o Estado de Israel na Palestina. Egito e outras nações árabes empreendem uma guerra contra o novo Estado, mas acabaram derrotados. Em meio a crise nas forças armadas egípcias, militares comandados por Abdel Gamal Nasser e Mohamed Naguib pressionaram o governo e em 23 de julho de 1952, o rei Faruk foi obrigado a deixar o poder com a proclamação da República no ano seguinte. Em 1956, Gamal Nasser assumia a presidência do Egito, iniciando um novo regime nacionalista e socialista. A União Soviética ajudou o país a construir a gigantesca represa de Assuã, uma das maiores do mundo. Em 1955, Nasser ajudou a organizar e liderar a Conferência de Bandung, precursora do Movimento dos Países Não-Alinhados: vinte e nove países afro-asiáticos condenaram o colonialismo, a discriminação racial e a corrida atômica. Em outubro de 1956, com a nacionalização do Canal de Suez, Inglaterra, França e Israel invadiram o Egito. A ONU interveio, e os invasores tiveram que retirar suas tropas. Em 1958, Egito e Síria se uniram criando a República Árabe Unida, que se manteve até 1961, com a saída da Síria, embora o Egito mantivesse o mesmo nome. Em 1967, Nasser, juntamente com os governos da Síria e Jordânia, tentou asfixiar Israel economicamente, que respondeu com a Guerra dos Seis Dias, derrotando o exército egípcio e ocupando a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que pertenciam ao Egito. Com a morte de Nasser, em 1970, o vice-presidente Anwar Sadat assumiu o governo e pôs em prática uma política de abertura com o Ocidente, desnacionalização da economia egípcia, culminando com o rompimento com a URSS. Em 1973, houve novo conflito árabe-israelense, desta vez com graves consequências para o resto do mundo: o preço do petróleo subiu significativamente. Sadat enfrentou crise interna, por conta das piores condições de vida dos egípcios. E enfrentaria uma enorme crise com os demais países árabes por visitar Israel, em novembro de 1977. Sadat negociou com o governo israelita, em Camp David, sob a supervisão dos Estados Unidos, e conseguiu recuperar a Península do Sinai. Em 1981, Sadat foi assassinado por militares opositores. Seu sucessor, Hosni Mubarak, ampliou as negociações de Camp David, facilitando ainda mais a abertura da economia egípcia para empresas estrangeiras. Em 1985, o país entrou em crise econômica, agravada pela redução das receitas do petróleo, Suez e do turismo, e pela crescente diminuição da remessa de divisas pelos emigrantes. Em 1990, uma coalizão de tropas de países da ONU invadiram o Kuwait, que tinha sido ocupado pelas tropas iraquianas de Sadam Hussein. O Egito mandou parte de seu exército para a coalizão. Os EUA perdoaram a dívida militar egípcia. Todavia, a dívida externa continuava a crescer, e a qualidade de vida do povo a decair. Várias crises e insurreições aconteceram no Egito, ao longo do final do Século XX e início do XXI. Em 2011, após intensa rebelião popular, Hosni Mubarak é deposto e o país passa a ser governado por uma junta militar.

Mapa